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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Poemas sobre Missões: Antologia de Poesia Missionária
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Perdão
A morte perdeu.
O pecado, derrotado foi.
A vida triunfou soberana.
Jesus venceu!
Perdão, por amor,
nos concedeu!
Poema integrante do livro Caixa de Versos de Giovanni Alecrim, edição do autor, São Paulo,SP: 2009
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Proveniências

Do peso excessivo da cruz
Nem dos seixos irregulares
Que embaraçam a passagem
Nem da poeira
Invasora dos cinco sentidos
Nem da coroa de espinhos
Violentamente
Engastada na memória.
Nem do escárnio
Nem do ágil chicote
Que dilacera a carne
Dos membros entorpecidos
A dor e a agonia provêm
Dos corações empedernidos
E dos olhares incréus
Do mundo hostil.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sobre os enganos do coração
Trago ao fundo, pra quem vê,
A tristura que dissimulo,
A perene sensação do que sou.
Ostento, contudo, ao menos perspicaz
A alegria que rotulo,
A fugaz sensação que não sou.
Trago ao fundo pra que vejam...
Levo junto, na fachada,
O incorrutível procedimento,
O que presumo ser e não sou.
Revelo, contudo, ao mais agudo,
O pérfido encantamento,
O terror do que sou.
Levo juntos, na fachada...
Trago e levo,
Ao fundo e na fachada,
O pavor,
O terror,
Dessa farsada...
De Fabiano Medeiros (1988)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Missão
Quando a morte foi vencida,
quando o pecado foi derrotado,
quando o medo perdeu sua força,
começou a nossa missão:
Proclamar a vida!
Anunciar a salvação!
Alimentar a esperança!
Poema integrante do livro Caixa de Versos de Giovanni Alecrim, edição do autor, São Paulo,SP: 2009
terça-feira, 27 de abril de 2010
Sobre a tradução
As substantivas palavras
que lhe tomei por empréstimo
são justo as que lhe emprestei
numa permuta sedutora: transmuta
Nela pulo e danço, me refestelando
no colchão elástico de suas linhas
A rolar com os conectivos,
sacando o melhor verbo
agasalhando-o conforme o tempo
acompanhando-o do melhor assessor
Bebendo eu mesmo do mel dos matizes
Fartando-me do mosto das ironias
Eu sem ele não lançava essas palavras...
Ele sem mim morria mudo, calado
para os ávidos ouvidos de cá,
que sem mim para ele e para elas
não passavam de moucos!
De Fabiano Medeiros (2009)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Ide anunciai!
Pelo amor sem fim,
ide e anunciai: Jesus ressuscitou!
Pela esperança que se renova,
ide e anunciai: Jesus ressuscitou!
Pelo perdão e misericórdia,
ide e anunciai: Jesus ressuscitou!
Poema integrante do livro Caixa de Versos de Giovanni Alecrim, edição do autor, São Paulo,SP: 2009
Sobre os filhos
agora sei os filhos
como cartas
lançados no prazer da mesa
retirados à pilha cega
a que manobras
nos obrigarão?
De Fabiano Medeiros (2009)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Cataclisma
uma nuvem de cinzas
em meus olhos
na distância
na verdade para encobrí-la no sol
nos meus olhos
a cobiça
tentação que me desfaz
cortinas de fumaça
queime queime queime quântica,
oh graciosa luz de Cristo!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Festa da vida
É tempo de festejar!
A vida venceu a morte!
É tempo de festejar!
A esperança venceu o medo!
É tempo de festejar!
A salvação venceu o pecado!
É tempo de festejar!
Somos libertos para a festa da vida,
festa do Senhor Jesus!
Poema integrante do livro Caixa de Versos de Giovanni Alecrim, edição do autor, São Paulo,SP: 2009
Os meninos do Planalto

Foto tirada por JTP em 1969, em Angola, Guerra Colonial.
Ocorreu-me nesse dia manter a eternidade
na cara dos meninos, manter o tamanho
das suas cabeças, os seus panos
feridos de África, era o que tinham
um olhar
sem fundo, que mantinham sem sonhar
Os olhos, o ranho, a paz na cara que tinham
e desconheciam
como iriam iluminar a câmara escura
do futuro.
Poema de J.T.Parreira



