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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SOLDADO


Pouco importa se em Delfos, Kinshasa
Ou no delta do Mekong
Que eu seja uma asa
Para os mutilados

Que a bala que ceifaria o inocente
Pare antes em meu peito
Ou seja interceptada pela mão
De Teu anjo

                                     - Tanto faz,
                                       Eis-nos aqui

Trago minha sede
Até os Teus regaços
Toda a minha sequidão
Deito diante de Ti
Rompo meus 32 anos de crepúsculos
Para chegar a Ti, Amanhecer

Sou dunas a deambular no deserto
Denunciante de toda a usurpação
Assassino das raposinhas do Caos
Por Ti, que me moeste
E vaso novo me formaste

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Guadalcanal




Tudo ao meu redor
Jaz sepulto sob um
Epitáfio
Uma palavra que resume
Tudo em si

C O L A P S O

Quanto a mim,
Não desvio meus olhos de Ti,
Amanhecer

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Porque agora dói


quando a dor não poderá mais me tocar


eu vejo esta ilha, que é um continente, que é um universo -

ah!



como eu anseio pelo fim de todo o MAL - se a batalha que Ele nos propôs fosse outra, de lanças e espadas - AH! com que furor eu me lançaria! Mas como é difícil combater espiritualmente - como é difícil ser o que devo ser!



Ser um Pássaro Combatente - um pássaro tingido pelo azul do amor de Cristo, banhado no Seu SANGUE



- travar o comba-
te - travar heroi-
camente o combat
e -



e um dia - QUE QUAL CORCEL E DRAGÃO, qual flor e lâmina, poderosamente VEM -
aportar no local de descanso eterno - que eu seja como sou aqui, SENHOR - que eu seja o último -

que eu tenha asas, e reencontre meus amigos


 Há alguns anos em http://azulcaudal.blogspot.com

terça-feira, 15 de junho de 2010

Teologia de um pecador

Eu, filho do adultério e da transgressão,
Esparro coadjuvante de meus pais,
Sofro, desde a protogênese destes ais,
Da natureza pecaminosa, o coração!

Já dizia o sábio pai da Igreja de Cristo:
Que a natureza humana se fez em queda,
A alma vendendo por qualquer moeda.
E Deus, ali na cruz, sofrendo mais que isto!

Não quero, a este mundo vil, mais pertencer,
Se as dores do pecado ainda tiver que sofrer
Entre a carne e o espírito, declararei guerra.

Assim, hei de em luta ingente, uma batalha,
O pecado envolver bem preso na mortalha
E para Deus viver, como salvo nesta Terra.
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